O Prazer de Ensinar

Sempre fez parte dos meus planos me tornar professor universitário. Atingi essa meta muito antes do que imaginava. Esse desejo sempre esteve alinhada à minha vontade de querer compartilhar conhecimentos e dar a minha pequena contribuição para desenvolver a comunidade de Computação, com o objetivo (muito audacioso por sinal) de torná-la mais profissional e menos “amadora”.

 

Ser professor é uma tarefa árdua, pois você não consegue agradar a todos nem atender a todas as expectativas. Existem aqueles que reconhecem e gostam do trabalho, outros que não ligam (querem apenas passar) e existem aqueles que sempre estão insatisfeitos.

 

Nesses quase 2 anos de experiência no ensino superior, algumas coisas me marcaram muito. Sem considerar as demonstrações de reconhecimento feitas pessoalmente (além das caras feias de reprovação, claro!), destaco aqui aquelas que foram enviadas diretamente a mim via e-mail (vale destacar que o envio foi feito de forma espontânea):

 

“Fico muito feliz em saber que ainda temos professores dedicados a seus alunos como você, que se preocupam e estão sempre dispostos a ajudar, que além de alunos nos envolve numa relação de amizade. Adorei a experiência de convivência ao longo desse semestre, apesar de vc ser mto cri cri na hora de corrigir as provas ne hahahaha…brincadeira :p”

 

“… saiba que é sempre bom saber que temos professores como você, sempre dispostos a ajudar.”

 

“Durante esse período aprendi muito com você, aprendi coisa que jamais imaginaria que houvesse diante da magnitude da criação de um projeto de sistema computacional. Você, como poucos professores da unit ensina muito bem, passa o assunto querendo realmente que nós aprendamos. Eu não tinha muito tempo disponível para estudos, mas o que aprendi com você dexaram marcas. Marcas que jamais cairá no esquecimento do bom aprender. Continue assim explícito, com a boa ditática de ensino que é um dom de Deus e que poucos tiram proveito desse dom.”

 

Esse último relato me marcou muito, pois veio de um ex-aluno, senhor de idade um pouco avançada, que estava prestes a se aposentar como profissional de informática e fazia graduação apenas pela satisfação de aprender. Então, foi o feedback de uma pessoa muito experiente na área, que sempre foi auto-didata e que no final da carreira buscou a formação acadêmica.

 

Em suma, na minha humilde opinião, ser professor é assumir a responsabilidade de fazer os indivíduos refletirem para crescerem intelecualmente, transformando-os em seres questionadores em busca da “sua” verdade. Esse é e sempre será o desafio de quem leciona. E quando se observa que esse objetivo foi atingido por depoimentos como esses, tudo compensa!

 

Alércio Bressano

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